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terça-feira, 27 de setembro de 2011

Os logos do Google

Em comemoração ao 13º aniversário do Google fiz um apanhado de logos relacionados aos russos. A maioria foi para o ar só no Google Russia ou Ucrânia e outros poucos foram mundiais, como o do Gogol. Se dependesse de mim, todo dia seria aniversário de Púchkin no Google.

6 de junho de 2009, aniversário de Púchkin
15 de outubro de 2009, aniversário de Liermontov
29 de janeiro de 2010, 150º aniversário de Tchekhov
15 de maio de 2011, 120º aniversário de Bulgakov
11 de novembro de 2011, 190º aniversário de Dostoiévski
1º de abril, 200º aniversário de Gogol

9 de setembro de 2009, 240º aniversário de Ivan Kotlyarevsky
5 de agosto de 2009, 165º aniversário de Ilya Repin
24 de maio de 2009, dia do alfabeto cirilico

12 de julho de 2011, 450º aniversário da catedral de São Basílio 

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Lançamentos: Agosto de 2011

Agosto é o mês da literatura russa, com o lançamento de uma tradução inédita de Dostoiévski e duas caixas de livros, que podem facilitar um pouco a vida do leitor.

O lançamento principal é O Duplo (Двойник), de Dostoiévski, que sai pela Editora 34 em uma tradução inédita de Paulo Bezerra. Até então só disponível em Portugal ou em sebos por preços astronômicos numa tradução indireta. O release da editora:

Pouco depois de seu aclamado romance de estreia, Gente pobre (1846), Dostoiévski publicava O duplo. Embora incompreendido pela crítica da época, devido à novidade do tema e ao experimentalismo formal propostos, o autor sempre teve plena convicção sobre sua importância, a ponto de escrever no Diário de um escritor, vinte anos mais tarde: "nunca dei uma contribuição mais séria para a literatura do que essa".
De fato, o drama do pequeno funcionário que, oprimido pelo contraste entre a imagem que faz de si mesmo e a realidade, passa a enxergar e conviver com seu próprio duplo — que o persegue e ameaça levá-lo à loucura —, era já o primeiro esboço do principal personagem-tipo dostoievskiano: o "homem do subsolo", o indivíduo cindido internamente que se desdobraria no Raskólnikov de Crime e castigo, no Míchkin de O idiota, em Ivan Karamázov e em vários outros.
Influenciada por Hoffmann e Gógol, esta história — capaz de suscitar igualmente o riso e a dor — ganha aqui sua primeira tradução direta do russo, que busca preservar todas as nuances do texto, e vem acompanhada de uma seleção das magníficas ilustrações do artista expressionista austríaco Alfred Kubin (1877-1959).

Raquel Cozer ainda informa em sua coluna de 30/7 que o livro terá três capas diferentes, nada que a editora confirme. Tal edição não poderia sair em melhor hora, dados os rumores de adaptação da obra para o cinema, com  direção de Richard Ayoade e Jesse Eisenberg no papel principal.

A L&PM está lançando a caixa especial literatura russa, uma caixa com algumas traduções indiretas que acaba saindo pelo mesmo preço dos livros separados. A caixa é composta por:

Nikolai Gogol:
- O Capote seguido de O Retrato - tradução do francês por Roberto Gomes
- O Nariz seguido de Diário de um Louco - tradução do francês por Roberto Gomes
Lev Tolstói:
- A Felicidade Conjugal seguido de O Diabo - tradução do russo por Maria Aparecida Botelho Pereira Soares
- Senhor e Servo & outras histórias - Tradução do russo por Tatiana Belinky
Anton Tchékhov:
- A Dama do Cachorrinho e Outras Histórias - tradução do russo por Maria Aparecida Botelho Pereira Soares
- Um Homem Extraordinário e Outras Histórias - Tradução do russo por Tatiana Belinky
Fiódor Dostoiévski:
- Noites Brancas - tradução do inglês por Natália Nunes

O último lançamento do mês é uma caixa da Editora 34 com quatro livros de Dostoiévski: Gente Pobre, Noites Brancas, Memórias do Subsolo e Duas Narrativas Fantásticas (todos tradução direta). O lançamento é exclusivo da Livraria Travessa, que está com um preço bem mais simpático do que os preços normais dos livros soltos.

O mercado editorial está em um ótimo momento, tanto pra quem já é conhece os russos quanto pra quem quer conhecer. A promessa é de que até o fim do ano veremos o lançamento de Guerra e Paz de Tolstói (Cosac Naify) e Contos de Bunin (Amarilys), Nobel  de Literatura de 1933 pouco conhecido no Brasil.